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29/02/2016 18h09
INCLUSÃO

Imprensa Oficial adquire máquina para impressão em braile

Com o equipamento, parque gráfico atenderá à demanda para a publicação de livros na linguagem dos deficientes visuais
Fabricada com tecnologia sueca pela empresa Index Braille, a impressora BrailleBox V4 é uma das mais modernas do mercado. (Foto: Fernando Coelho)

Fernando Coelho

 

Não será preciso mais ir ao Recife para imprimir livros e outros tipos de publicação na linguagem braile. Com a aquisição de uma das mais modernas impressoras do tipo, pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, Alagoas passa a contar com o serviço para atender à demanda de um público bem especial: os deficientes visuais.

 

“Pretendemos ocupar um espaço em Alagoas que está vazio. Não tem ninguém hoje produzindo em braile. A Imprensa Oficial Graciliano Ramos é a única a possuir em todo o Estado este tipo de impressora”, comemora Marcos Kummer, diretor-presidente da Imprensa Oficial.

 

“Primeiro vamos converter algumas edições do catálogo da nossa editora. Com isso, as pessoas que precisarem deste tipo de impressão já saberão que podem contar com o nosso serviço. Vamos produzir escritos das diversas instituições que trabalham com deficientes visuais”, adianta o gestor.

 

Fabricada com tecnologia sueca pela empresa Index Braille, a impressora de modelo BrailleBox V4 é uma das mais modernas do mercado. Com capacidade de imprimir até 900 páginas por hora no formato, a máquina é vendida pelo fabricante como uma verdadeira “obra-prima” da tecnologia no segmento.

 

A invenção da linguagem - Espécie de alfabeto em que os caracteres são em alto revelo, o braile é uma linguagem táctil; para ser lida com os dedos. A combinação de pontos permite a construção variada de letras, sinais e até notas musicais.

 

A invenção remete ao início do século 19, na cidade de Coupvray, próximo a Paris, na França, quando o pequeno Louis Braille perdeu a visão com apenas três anos de idade.

 

Anos depois, já após se tornar professor do Instituto de Cegos de Paris, ouviu a história de um soldado que inventou um método para leitura durante a guerra, à noite, quando acender qualquer faixo de luz seria perigoso.

 

Ao conhecer o sistema, o francês adaptou e melhorou a linguagem anteriormente inventada e, finalmente, em 1829, lançou o alfabeto que leva seu nome, que logo se popularizou entre os deficientes visuais em todo o mundo. 

 

“O braile é um grande barato enquanto linguagem. Ela devia ser ensinada como uma segunda linguagem para as crianças, assim como acontece com a língua inglesa. Em quinze dias, você aprende o básico. É a possibilidade de ler com os dedos. Isso é algo fantástico”, acredita o diretor-presidente da Imprensa Oficial Graciliano Ramos.

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